Institucional

Paulo Davalo comercializava açúcar em Campo Grande, mas só começou a ganhar dinheiro quando teve a ideia de deixar o produto de lado e vender o saco que até então servia apenas como embalagem. Colocou o estoque de panos no carro e em poucas horas vendeu tudo.

Passaram-se anos, e, o homem que vendia sacos de açúcar, agora tem uma infinidade de produtos à disposição, peças que em lojas requintadas custam o dobro do preço.

Na rua 26 de Agosto, quase na esquina com a 13 de Maio, encontrei acessórios de decoração incríveis, como um tapete de 2 metros, digno de foto em revistas especializadas no assunto, com a vantagem do valor: R$ 79,00.

A “Sacaria Beira Rio” tem ares de armarinho, mas os panos são o principal material à venda. Na fachada, são dezenas de pilhas de sacos em algodão, alvejados ou xadrez. São o carro-chefe do negócio, e, isso não é à toa.

Nem precisa mexer muito para encontrar outras peças que dão uma graça dentro de casa. Há jogo americano, almofadinhas para cadeiras e peças bem simples, como coadores de café e tampinhas de potes em tecido.

Muito bem organizada, com todos os produtos facilmente vistos, a loja tem tapetinhos de milhares de cores, materiais e estilos, desde o crochê até o modelo bem industrial.

Há de peso para porta, a matéria-prima para artesanato, como grandes rolos de fitas de malha para confecção de tapetes. “As pessoas aparecem aqui e perguntam de tal produto. Se eu não tenho, logo vou procurar para colocar na loja”, explica Paulo.

Nas araras, o negociante chama a atenção para aventais que recentemente chegaram à loja com frases do tipo: “Na última vez que cozinhei, quase ninguém saiu ferido”.

O mais interessante é que vários públicos encontram na Sacaria o que procuram. Em um canto, as mantas “seca poço” são vendidas para quem quer enrolar a mudança e também para esquentar famílias mais humildes em dias de frio. Do outro lado, as mantas de sofá são indianas, vendidas a R$ 69,00.

Paulo é o típico empreendedor, começou em uma portinha de 7x4 e de tanto perturbar o dono do imóvel ao lado, conseguiu alugar um salão bem maior. Hoje tem, inclusive, estacionamento próprio.

Paulo montou uma filial da loja no Mercadão Municipal. Além de sempre estar por perto, a dona de casa que criou os filhos, serve de especialista em qualidade dos produtos vendidos pelo filho. “Tudo aqui é do melhor. Não tem como reclamar. Tudo que chega aqui, sai”, garante dona Isabel.

As lojas ficam na 26 de Agosto, número 229, Av. Mato Grosso 3.058 e no Mercadão Municipal, banca 124. Telefone (67) 3321 5379.